Pele de verão
Para os brasileiros, pele bronzeada é sinônimo de beleza e saúde. A pele fica linda, combina com todas as roupas. Dizem até que o bronzeado “emagrece”. No entanto, especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) advertem: a exposição ao sol de forma inadequada pode trazer inúmeros prejuízos à pele, além de ser responsável pelo câncer de maior incidência no Brasil o de pele.
Você sabe qual o seu tipo de pele?
Tipo I: peles extremamente brancas e muito sensíveis, com baixa quantidade de melanina. Nunca se bronzeiam e queimam com facilidade. Comuns em pessoas de olhos azuis, cabelos ruivos e com sardas.
Tipo II: peles brancas e sensíveis ao sol, que se queimam com facilidade. Adquirem um leve bronzeado. Frequentes em pessoas de olhos claros e cabelos loiros.
Tipo III: peles claras e sensíveis ao sol, comuns em pessoas brancas. Se protegidas, ficam bronzeadas gradualmente. Caso contrário, se queimam.
Tipo IV: peles levemente morenas e pouco sensíveis ao sol, que se bronzeiam com facilidade. São mais comuns em pessoas com cabelos castanho-escuros e olhos escuros.sol5
Tipo V: peles naturalmente morenas e bem pouco sensíveis ao sol e às queimaduras. Ficam bem bronzeadas. Comuns em pessoas de cabelos e olhos escuros.
Tipo VI: peles negras, que raramente se queimam, mas conseguem ter sua cor acentuada pelo bronzeado.
Como escolher o fator de proteção?
Quanto mais escura a pele, maior produção de melanina e proteção natural ao sol. Mesmo para as peles tipo VI, o FPS nunca deve ser menor do que 15! Peles tipo I e II devem preferir bloqueadores solares. As peles tipo III a V reagem bem aos protetores fator 50 e 30. Depois de alguns dias de exposição ao sol, o FPS pode diminuir para garantir o bronzeado.
Como e quando aplicar?
O protetor solar deve ser aplicado meia hora antes da exposição, em todo o corpo, sem esquecer orelhas, nuca, pescoço e até os pés. Para garantir eficácia, ele deve ser reaplicado a cada mergulho ou a cada duas horas – isso garante que o suor não leve o protetor embora.
Mas não é só quando houver exposição direta ao sol que você deve utilizar o protetor. Ele deve ser usado diariamente, mesmo nos dias nublados, com FPS 15, no mínimo, nas regiões que ficam mais expostas ao sol (rosto, pescoço, colo, braços e mãos). Seu uso contínuo retarda o envelhecimento da pele, prevenindo manchas e rugas.
Já me queimei demais, e agora?
Evite o sol até que as queimaduras desapareçam. Ingerir bastante líquido também é importante para hidratar a pele. Além disso, utilize um hidratante corporal suave, de camomila ou aloe vera, por exemplo. Compressas frias podem aliviar o incômodo. Se a queimadura estiver causando muitas dores, ou se há a formação de bolhas, procure um médico. Ele dará a melhor orientação para o seu caso.
Dicas importantes
Tome sol de preferência em horários em que seja menor a intensidade dos raios solares. Não é recomendável a exposição ao sol entre 10 e 16 horas;
Ao tomar sol, mude de posição frequentemente.
Durante a exposição solar, não é aconselhável a utilização de produtos como perfumes ou outros produtos não específicos, como receitas para descoloração dos pêlos. Eles devem ser evitados pois, em geral, promovem queimaduras e podem aumentar os casos de alergia, além de não protegerem contra os efeitos das radiações solares;
Opte por guarda-sóis de algodão e de cor clara. A cor escura absorve radiação e calor. Tecidos de nylon produzem sombra, mas não protegem da radiação solar;
O mormaço também ocasiona queimaduras. A brisa, por oferecer uma sensação refrescante, pode levar a pessoa a esquecer os efeitos nocivos do sol;
A eficiência de um protetor solar está relacionada diretamente a sua utilização correta, ou seja, o usuário deve estar atento às instruções da embalagem quanto ao tempo de reaplicação do produto, levando em consideração fatores como a transpiração e o contato direto da pele com qualquer superfície que propicie a remoção do produto.
O CÂNCER DE PELE
O Câncer de pele é um crescimento maligno, que pode ter várias causas, sendo a mais frequente a exposição prolongada ao sol. Ele se desenvolve na camada mais externa da pele, sendo portanto, bem visível. Por isso atenção aos sinais diferentes e não deixe de consultar o dermatologista.
No ano passado, do total de pessoas examinadas na Campanha da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), 65,4% confessaram tomar sol sem qualquer proteção e 10,8% foram diagnosticadas com câncer da pele. Cerca de 350 indivíduos, o que corresponde a 0,8% do total, apresentaram melanomas malignos – considerado o câncer da pele mais perigoso, pois está associado a metástases e a maiores índices de mortalidade. De acordo com a Dra. Selma Cernea, coordenadora nacional da campanha, o diagnóstico precoce é determinante para garantir a cura, e a escolha do tratamento mais eficaz.
“A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer da pele. Países como o Brasil estão mais expostos a esse tipo de doença e, por isso, é tão importante oferecer orientação a todos para diminuir a alta incidência e alcançar a cura”, explica a dermatologista, informando que a população de pele clara está mais sujeita ao mal, mas nem por isso representantes de outras etnias devem se descuidar. Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva na Terra, as pessoas de todos os tipos de pele devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol.
Os grupos de maior risco são os de pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que todas as medidas de proteção sejam adotadas na quando houver exposição ao sol: uso de chapéus, camisetas e protetores solares. Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16h (horário de verão). É importante ressaltar que as barracas usadas na praia sejam feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material. Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15.
Além da proteção solar, é importante fazer uma avaliação clínica da pele para prevenir o desenvolvimento da doença. É preciso estar atento a alguns sinais:
• Um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida;
• Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
• Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
Na dúvida, procure o médico, para um diagnóstico correto.
Você sabe qual o seu tipo de pele?
Tipo I: peles extremamente brancas e muito sensíveis, com baixa quantidade de melanina. Nunca se bronzeiam e queimam com facilidade. Comuns em pessoas de olhos azuis, cabelos ruivos e com sardas.
Tipo II: peles brancas e sensíveis ao sol, que se queimam com facilidade. Adquirem um leve bronzeado. Frequentes em pessoas de olhos claros e cabelos loiros.
Tipo III: peles claras e sensíveis ao sol, comuns em pessoas brancas. Se protegidas, ficam bronzeadas gradualmente. Caso contrário, se queimam.
Tipo IV: peles levemente morenas e pouco sensíveis ao sol, que se bronzeiam com facilidade. São mais comuns em pessoas com cabelos castanho-escuros e olhos escuros.sol5
Tipo V: peles naturalmente morenas e bem pouco sensíveis ao sol e às queimaduras. Ficam bem bronzeadas. Comuns em pessoas de cabelos e olhos escuros.
Tipo VI: peles negras, que raramente se queimam, mas conseguem ter sua cor acentuada pelo bronzeado.
Como escolher o fator de proteção?
Quanto mais escura a pele, maior produção de melanina e proteção natural ao sol. Mesmo para as peles tipo VI, o FPS nunca deve ser menor do que 15! Peles tipo I e II devem preferir bloqueadores solares. As peles tipo III a V reagem bem aos protetores fator 50 e 30. Depois de alguns dias de exposição ao sol, o FPS pode diminuir para garantir o bronzeado.
Como e quando aplicar?
O protetor solar deve ser aplicado meia hora antes da exposição, em todo o corpo, sem esquecer orelhas, nuca, pescoço e até os pés. Para garantir eficácia, ele deve ser reaplicado a cada mergulho ou a cada duas horas – isso garante que o suor não leve o protetor embora.
Mas não é só quando houver exposição direta ao sol que você deve utilizar o protetor. Ele deve ser usado diariamente, mesmo nos dias nublados, com FPS 15, no mínimo, nas regiões que ficam mais expostas ao sol (rosto, pescoço, colo, braços e mãos). Seu uso contínuo retarda o envelhecimento da pele, prevenindo manchas e rugas.
Já me queimei demais, e agora?
Evite o sol até que as queimaduras desapareçam. Ingerir bastante líquido também é importante para hidratar a pele. Além disso, utilize um hidratante corporal suave, de camomila ou aloe vera, por exemplo. Compressas frias podem aliviar o incômodo. Se a queimadura estiver causando muitas dores, ou se há a formação de bolhas, procure um médico. Ele dará a melhor orientação para o seu caso.
Dicas importantes
Tome sol de preferência em horários em que seja menor a intensidade dos raios solares. Não é recomendável a exposição ao sol entre 10 e 16 horas;
Ao tomar sol, mude de posição frequentemente.
Durante a exposição solar, não é aconselhável a utilização de produtos como perfumes ou outros produtos não específicos, como receitas para descoloração dos pêlos. Eles devem ser evitados pois, em geral, promovem queimaduras e podem aumentar os casos de alergia, além de não protegerem contra os efeitos das radiações solares;
Opte por guarda-sóis de algodão e de cor clara. A cor escura absorve radiação e calor. Tecidos de nylon produzem sombra, mas não protegem da radiação solar;
O mormaço também ocasiona queimaduras. A brisa, por oferecer uma sensação refrescante, pode levar a pessoa a esquecer os efeitos nocivos do sol;
A eficiência de um protetor solar está relacionada diretamente a sua utilização correta, ou seja, o usuário deve estar atento às instruções da embalagem quanto ao tempo de reaplicação do produto, levando em consideração fatores como a transpiração e o contato direto da pele com qualquer superfície que propicie a remoção do produto.
O CÂNCER DE PELE
O Câncer de pele é um crescimento maligno, que pode ter várias causas, sendo a mais frequente a exposição prolongada ao sol. Ele se desenvolve na camada mais externa da pele, sendo portanto, bem visível. Por isso atenção aos sinais diferentes e não deixe de consultar o dermatologista.
No ano passado, do total de pessoas examinadas na Campanha da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), 65,4% confessaram tomar sol sem qualquer proteção e 10,8% foram diagnosticadas com câncer da pele. Cerca de 350 indivíduos, o que corresponde a 0,8% do total, apresentaram melanomas malignos – considerado o câncer da pele mais perigoso, pois está associado a metástases e a maiores índices de mortalidade. De acordo com a Dra. Selma Cernea, coordenadora nacional da campanha, o diagnóstico precoce é determinante para garantir a cura, e a escolha do tratamento mais eficaz.
“A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer da pele. Países como o Brasil estão mais expostos a esse tipo de doença e, por isso, é tão importante oferecer orientação a todos para diminuir a alta incidência e alcançar a cura”, explica a dermatologista, informando que a população de pele clara está mais sujeita ao mal, mas nem por isso representantes de outras etnias devem se descuidar. Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva na Terra, as pessoas de todos os tipos de pele devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol.
Os grupos de maior risco são os de pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que todas as medidas de proteção sejam adotadas na quando houver exposição ao sol: uso de chapéus, camisetas e protetores solares. Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16h (horário de verão). É importante ressaltar que as barracas usadas na praia sejam feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material. Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15.
Além da proteção solar, é importante fazer uma avaliação clínica da pele para prevenir o desenvolvimento da doença. É preciso estar atento a alguns sinais:
• Um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida;
• Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
• Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
Na dúvida, procure o médico, para um diagnóstico correto.
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